” não era pra chamar atenção aquilo. cada corte era um pedido de ajuda… sempre negado. tinha pessoas que sabiam… tinham muitas, mais nenhuma realmente se importava.
e os cortes iam ficando mais profundos, iam aumentando… junto com o vazio dentro dela. junto com o sentimento de abandono. a verdade é que ela se sentiainsignificante, ela achava que ninguem se importava com ela. tanto faz se ela morrer ou não. tanto faz ela se mutilar todo dia ou não afinal ninguém esta ali pra impedir, pra abraça-lá e dizer que se importa, que aquilo não vai ajudar, que tem pessoas que a amam profundamente no mundo e que ela faria falta sim. que todos os problemas passariam, era só ter paciencia e lutar pra que eles passassem.
mais não. nunca tinha ninguem. era só ela e a lâmina… ela e sua anestesia. e agora as cicatrizes. essa falta de alguem estava matando ela, cada vez mais. e ela se perguntava todos os dias :
”- o que eu tenho de errado? o que eu fiz de errado?”
ela não era o erro. ela não via sentido nisso. porque ?
todas aquelas palavras, aquelas humilhações… estavam indo com o sangue. agora estava melhor. ela estampava um sorriso em frente ao espelho mesmo vendo o sangue escorrer.”
As pessoas não sabiam o mal que faziam a ela. Só depois que ela partiu que eles perceberam a falta que ela fazia.

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